domingo, 7 de novembro de 2010


Será que se eu catasse essas lágrimas, e colocassem num balde
elas chorariam, Sr. Chapeleiro?
Será que se eu cortasse meu corpo inteiro o sangue fluíra em palavras?
Os braços poderiam fugir e dançar libras para o senhores surdos
O vento poderia decepar minha cabeça, e ela talvez falaria.
Ou soprar-me-ia desaparecendo num sussurro inaudível, para o Sr. Maluco



Pinto rosas de branco e vermelho vibrantes para ressoarem o que eu impronuciavelmente não digo.É que sou apenas mais uma carta de espada.

Cortem-me o coração!
najua r. *~

Eu queria muito muito mesmo que essa prosa fosse só lágrimas pra talvez ser entendível...
porque é só oq faço ultimamente. Quando tava chorando eu pensei nisso... e a parte do sr. veio de ter imaginado um balde falante e lembrado da Alice no país das maravilhas...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010






"É ferida que dói e não se sente;


É um contentamento descontente;


É dor que desatina sem doer;




É um não querer mais que bem querer;


É solitário andar por entre a gente;


É nunca contentar-se de contente;


É cuidar que se ganha em se perder;




É querer estar preso por vontade;


É servir a quem vence, o vencedor;


É ter com quem nos mata lealdade.




Mas como causar pode seu favor


Nos corações humanos amizade,


se tão contrário a si é o mesmo Amor?"


Camões




Lembro da minha mãe falar para mim, os poemas adquirem novos significados, com o passar das experiências e do tempo... rsrs Sabias palavras Mãe!
e Dormi no colo dele, é voltar a nascer,violeta e azul, outro ser, sendo seu colorido, brinquedo de papel machê.

Assisti Comer rezar e amar, ontem, e vi uma parafrase com as idéias de Sêneca, " às vezes perder o equilíbrio por amor, faz parte de uma vida equilibrada". Se adquire mesmo equilibrio cortejando a insanidade? mulher é cobra, se não agir, sobra rs

colibri.

domingo, 30 de maio de 2010









cordas e asas implantadas
vibrando por dentro
me pousam no amargo
atam ao vácuo


najua r.

gurgito de hoje.

quarta-feira, 7 de abril de 2010





Soneto pela metade

Tu amas bem distante, de longe: intangível
ama distante, monge distante, monte sensível
irradia partículas, gotículas, pedrinhas, estilhaços
Afago tuas maçãs vulgares & teus argos espaços


(me dá só um pedaço?)

"es poco, es ancho, es escaso y es todo"
negrume iluminante: pele de amanheceres
canto receoso de corpo, cerejas doces no osso

Najua R. *~

Fiz pro meu nego, meu muso carioca... rsrs

...To enferrujada, mas como diria Leminski Escrevo por que preciso e ninguém tem nada com isso!

... Cansada:provas, provas, provas, colas, molas, provas... ansiedade... e viva o guaraná... não tenho medo morrer... mas... eu não quero morre antes de dezembro... também espero que o Rio não vire mar...

Sempre quis um brinquinho de cereja!!! são frutinhas tão doces e ao mesmo tempo tão instigadoras...
Pedi um corset branco, será q ele me aperta tanto quanto meu sonhos?

sonha pra não durmi (8)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010





O Futuro Presente


O futuro é vivenciado no presente? segundo a neurociência: sim, já que, os seres humanos tem uma noção imediatista e subjetiva do tempo.

Para o poeta Baudalaire, o projeto é em si mesmo um gozo. A ciência, agora, explicou a poesia. A partir desse pressuposto, é facil concluir que não deveriamos ter expectativas para um ano, e sim vivenciar projetos nesse futuro-já que decorre.

Por tais planejamentos,senta-se numa cadeira, faz-se um exame. Estou aqui, vivendo meu futuro, que é meu projeto, e essa prova são os mesmos.Como diria Arnaldo Antunes "agora,já passou"(?)

*~
o símbolo da Medicina é um cajado, muito ao contrário do que a maioria pensa. Um cajado é um apoio, e representa poder, me farei um apoio poderoso! rsrs
cansaço, medo, crise feliz...

domingo, 31 de janeiro de 2010




Lissen my peace(escuta minha paz)
Escuta meus beijos, a fala vaga afoga o que diz.
Por isso, aconchega a melodia, se nina
te mima,I wish IF it were a Kiss (que derá isso fosse um beijo)

Talvez fosse melhor te adomecer
Num colo de utopia, essa morte aninha
Não!Cresce livre dorzinha
sobrevive de lágrimas flor

com livros e lírios, fina líbelula afloresce
Deixa, colori teus sorrisos e trechos de cílios
silencio seixos cardis
são nossos feichos de abris,is were a Kiss(isso foi um beijo)

*~


Como eu não sei tocar violão nem acordeão, eu fiz esse carinho ai prum amigo...é, eu tenho ternura... apesar dos meus olhos escuros e meu rosto duro...


em crise de crescimento. feliz da vida.


sábado, 2 de janeiro de 2010



A existência deveria ser contabilizada?


fato que é que há a minha doce percepção de finito.A sensação de magnitude atemporal:aquela que envolve a gente numa noite estreladamente misteriosa.




Bom saber que há o negrume do fim de algo posterior a uma explosões de fogos que iníciam


uma gálaxia desconhecida,movimentos antagônicos que coexistem.




apreenda o cosmo pra acolchoar contelações em si


"que tristes os caminhos se não fora a mágica presença das estrelas"


shine live myself


2010.




(tava muito doida quando escrevi isso! uma noite sem dormi!)



Saudade cor de rosa,carinho endoçando angústias.E eu enrolo a lembrança nos meus cabelos cacheados:encastanhados da saudade senil.Aninho a reminiscencia na colcha,mamãe já dizia,manha sensual de morena é só gostar de entardecer.Emadeirada espero que a ânsia matinal esvaneça numa tarde perolada.

Três tarde de domingo parece saturno primaveril,qualquer algo mais propricio a existência.O maturar do sol recém-nascido enlangace tal pigmalia.Vagarosa,perfumo-me do nosso bronze mais típico:canela e patchulli.Sou também artifício,meia marfim com sapatilhas cínicas,algodão sonso,bordado pro desfio.

Suspirar é a reflexão nos pulmões.Acizento o ambiente de conforto prosaico,enfumaço ma inquietude.Ponderar não é arte de moça saudável,mas dolentemente atino pra possibilidade de transmutação e apago a angústia que já é sutileza insurpotável:

- a l ô,a l ô,tá me escutando?
-Menina,menina distante,sua voz tá meio longe.Alô?
-(me mora sem brutalidade,sou quebrável ao mínimo siso afiado)hum.e agora,tá?
-(riso)agora,te ouço no osso.
-(não quero puir com sadismo...)sinto sua falta.quando te rencontro?
-Menina,eu demoro.

saudade bordô,eu a bordo da dor.