segunda-feira, 26 de setembro de 2011












Um dia duas nuvens estavam relapsas brincando




e viram no chão uma fruta, uma casca...




era algo que passaria desapercebido







que só alguém acuido e agudo veria




era um bichinho, não era uma fruta, mas tinha casca como uma




era mole por dentro, muito preguiçoso




e fora da casca havia um mundo muito lindo







dentro da casca as coisas não eram sorrisos e trivialidades como era fora, aquele bichinho já havia perdido a capacidade de ver o que era ele e o que era casa, as vezes a casca se extende demais e vai apertando a cabeça das tartarugas que ficam meio desmioladas...




Num dia muito colorido, num dia que o vento coloria mais que o normal




O que para a tartaruga era apenas um dia denso mas na verdade era um dia que seria intenso e lembradiço pois derrepentemente apareceu um outro bichinho, que despreocupadamente a tartaruga não viu por estar encascaquetada pensado: minha casa protetora é mesmo maravilhosa, como viver com aqueles sons e luminosidades tão atordoantes, esse povo de fora são mesmo muito desafortunados.




O bicho que ali aparecia,era um felino que não deixaria sua curiosidade e desejo de brincar não saciados. E eis que viu a tartaruga e a confundiu com uma bola para brincar, tomou-a pela boca e jogou para o alto e fez a reclamona quelônia rodar, que aborrecida com aquela nova sensação e vertigem se pôs a rabujentar.




O Leão já adorava aquele confuso brinquedo, e não se intimidou.




- Me poem no chão petulante!




- Não ponho não! Agora é mais que minha linda bola; agora é minha linda bola falante!




- Ora não sou brinquedo! Deixa a paz em mim novamente!




- Venha cá bolinha, você me deixa agora mais em paz e mais feliz; deixa eu tentar fazer o mesmo por você?




- Até parece que um infeliz como você conseguiria fazer algo de mais maravilhoso por mim do que minha inigualável casa!




- Se não conseguir,em um dia, eu vou embora e não mais te perturbo.




E pela terceira vez na vida a tartaruga saiu da casca, e já saiu mal humorada, o que fez o leão ri muito, e saiu com ar de autoridade:




- Anda! Ainda tenho muito a fazer em minha casa!







O leão a pôs na boca contra sua vontade e a levou para os campos de Avanhok e lá mostrou para a réptil as flores, e explicou que eram estrelas que caíram do céu. Nas terras de Eboa ele a atirou no rio de águas mornas o que a muito divertiu e a fez estremecer no aquecimento das águas. No planalto a Tartaruga pela primeira vez viu o céu que tecia lindamente uma constelação aquela noite. E pela primeira vez ela sentiu tristeza por ter que voltar para sua casa, e não ter como ser tão livre e da mesma espécie que aquele bicho atrevido e maravilhoso que a levará. Ela abriu seu coração, e o leão tão afeiçoado aquele brinquedo, disse que talvez a Folha de outono conseguisse resolver aquele dilema. A Folha de outono se enterneceu pelo enredo dos dois bichinhos e disse que haveria uma forma deles serem livres juntos, mas que para isso os dois teriam que ficar um outono separados, no qual o leão tentaria em sua solidão compreender como era ser uma tartaruga e que maravilhas haveria nisso, e que a tartaruga precisava aprender o quanto nela havia de valoroso e atrevido como havia no leão, e que passado esse tempo a folha em sua mudança também mudaria a espécie dos dois.







O inverno passou e na queda da folha, desceram estrelas, as flores crescerem, e os animais ascederam... Não, os dois não eram nem leão, os dois não eram tartarugas... No céu duas nuvens sorriam de felicidade de liberdade feliz.


*



fiquei muito feliz de ter escrito essa história fiquei muito feliz com minha inspiração, eu sempre busquei e corri atras do belo poético... de vez ele surgio para mim na boca que eu desejo.é muito bom ter um dono tão especial e maravilhoso quanto meu Sir. Anderson

sábado, 19 de fevereiro de 2011


Eu mentalizei um vermelha rosa do além...
eu quis muito mesmo uma flor, mas fiquei calada, com flor entalada,
sendo regada nas visceras.
Caminhava na avenida enauseada,
beijando britas,pétalas,petróleo.
germinando minha flor improvável.
Tua mão pronunciou o caule
E minha íris, ladrilhos inatingiveis´
perfumou o ambiente sutilmente
*~
O primeiro passo para conseguir é desejar, já diria a Suzano Herculano... Eu fiquei desejando uma flor mesmo... desejei muito ganhar flor vermelha no meu aniversário. Tava caminhando um dia antes e fiquei triste com a idéia de não receber. E um querido amigo meu, me deu; era um presente mesmo que achei que não ganharia.Significou muito para mim. Ai ganhei um brinco de rosa e um enfeite de flor lindo. Interessante não é? Também tava precisando de um perfume, e lembro de ver na tv uma propagando do kenzo o designer japa e achar lindo os desenhos dele, meu perfume foi desenhado por ele, o vidro é realmente bonito, mas gostoso mesmo é o aroma, combina bem com as coisas que tenho conseguido sentir e mostrar, mostrar é dificil... Recebi da Aline um vestido desenhado especialmente pra mim, e eu entendi uma frase que li sobre moda então, a "é o cerebro por fora" pareceu minha essencia expressa. Amo muito todos os meus amigos, eles brotam consciencia na minha incosistencia, são tesouros inestimáveis. Teve também alguém que captou algo do amâgo ou de si ou de mim... e eu ganhei o apelido de flor...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011



"Pois que tenho um amor, volto aos mitos pretérito

e outros acrescento aos que amor já criou.

Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso

e talhado em penumbra sou e não sou, mas sou.


Mas sou cada vez mais, eu que não me sabia

e cansado de mim julgava que era o mundo

um vácuo atormentado, um sistema de erros

Amanhecem de novo as antigas manhãs

que não vivi jamais pois jamais me sorriram

(...)

Onde não há jardim as flores nascem de um

secreto investimento em formas improváveis"

Drummond, Campo de flores