
Um dia duas nuvens estavam relapsas brincando
e viram no chão uma fruta, uma casca...
era algo que passaria desapercebido
que só alguém acuido e agudo veria
era um bichinho, não era uma fruta, mas tinha casca como uma
era mole por dentro, muito preguiçoso
e fora da casca havia um mundo muito lindo
dentro da casca as coisas não eram sorrisos e trivialidades como era fora, aquele bichinho já havia perdido a capacidade de ver o que era ele e o que era casa, as vezes a casca se extende demais e vai apertando a cabeça das tartarugas que ficam meio desmioladas...
Num dia muito colorido, num dia que o vento coloria mais que o normal
O que para a tartaruga era apenas um dia denso mas na verdade era um dia que seria intenso e lembradiço pois derrepentemente apareceu um outro bichinho, que despreocupadamente a tartaruga não viu por estar encascaquetada pensado: minha casa protetora é mesmo maravilhosa, como viver com aqueles sons e luminosidades tão atordoantes, esse povo de fora são mesmo muito desafortunados.
O bicho que ali aparecia,era um felino que não deixaria sua curiosidade e desejo de brincar não saciados. E eis que viu a tartaruga e a confundiu com uma bola para brincar, tomou-a pela boca e jogou para o alto e fez a reclamona quelônia rodar, que aborrecida com aquela nova sensação e vertigem se pôs a rabujentar.
O Leão já adorava aquele confuso brinquedo, e não se intimidou.
- Me poem no chão petulante!
- Não ponho não! Agora é mais que minha linda bola; agora é minha linda bola falante!
- Ora não sou brinquedo! Deixa a paz em mim novamente!
- Venha cá bolinha, você me deixa agora mais em paz e mais feliz; deixa eu tentar fazer o mesmo por você?
- Até parece que um infeliz como você conseguiria fazer algo de mais maravilhoso por mim do que minha inigualável casa!
- Se não conseguir,em um dia, eu vou embora e não mais te perturbo.
E pela terceira vez na vida a tartaruga saiu da casca, e já saiu mal humorada, o que fez o leão ri muito, e saiu com ar de autoridade:
- Anda! Ainda tenho muito a fazer em minha casa!
O leão a pôs na boca contra sua vontade e a levou para os campos de Avanhok e lá mostrou para a réptil as flores, e explicou que eram estrelas que caíram do céu. Nas terras de Eboa ele a atirou no rio de águas mornas o que a muito divertiu e a fez estremecer no aquecimento das águas. No planalto a Tartaruga pela primeira vez viu o céu que tecia lindamente uma constelação aquela noite. E pela primeira vez ela sentiu tristeza por ter que voltar para sua casa, e não ter como ser tão livre e da mesma espécie que aquele bicho atrevido e maravilhoso que a levará. Ela abriu seu coração, e o leão tão afeiçoado aquele brinquedo, disse que talvez a Folha de outono conseguisse resolver aquele dilema. A Folha de outono se enterneceu pelo enredo dos dois bichinhos e disse que haveria uma forma deles serem livres juntos, mas que para isso os dois teriam que ficar um outono separados, no qual o leão tentaria em sua solidão compreender como era ser uma tartaruga e que maravilhas haveria nisso, e que a tartaruga precisava aprender o quanto nela havia de valoroso e atrevido como havia no leão, e que passado esse tempo a folha em sua mudança também mudaria a espécie dos dois.
O inverno passou e na queda da folha, desceram estrelas, as flores crescerem, e os animais ascederam... Não, os dois não eram nem leão, os dois não eram tartarugas... No céu duas nuvens sorriam de felicidade de liberdade feliz.
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fiquei muito feliz de ter escrito essa história fiquei muito feliz com minha inspiração, eu sempre busquei e corri atras do belo poético... de vez ele surgio para mim na boca que eu desejo.é muito bom ter um dono tão especial e maravilhoso quanto meu Sir. Anderson