segunda-feira, 4 de outubro de 2010






"É ferida que dói e não se sente;


É um contentamento descontente;


É dor que desatina sem doer;




É um não querer mais que bem querer;


É solitário andar por entre a gente;


É nunca contentar-se de contente;


É cuidar que se ganha em se perder;




É querer estar preso por vontade;


É servir a quem vence, o vencedor;


É ter com quem nos mata lealdade.




Mas como causar pode seu favor


Nos corações humanos amizade,


se tão contrário a si é o mesmo Amor?"


Camões




Lembro da minha mãe falar para mim, os poemas adquirem novos significados, com o passar das experiências e do tempo... rsrs Sabias palavras Mãe!
e Dormi no colo dele, é voltar a nascer,violeta e azul, outro ser, sendo seu colorido, brinquedo de papel machê.

Assisti Comer rezar e amar, ontem, e vi uma parafrase com as idéias de Sêneca, " às vezes perder o equilíbrio por amor, faz parte de uma vida equilibrada". Se adquire mesmo equilibrio cortejando a insanidade? mulher é cobra, se não agir, sobra rs

colibri.

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