sábado, 2 de janeiro de 2010




Saudade cor de rosa,carinho endoçando angústias.E eu enrolo a lembrança nos meus cabelos cacheados:encastanhados da saudade senil.Aninho a reminiscencia na colcha,mamãe já dizia,manha sensual de morena é só gostar de entardecer.Emadeirada espero que a ânsia matinal esvaneça numa tarde perolada.

Três tarde de domingo parece saturno primaveril,qualquer algo mais propricio a existência.O maturar do sol recém-nascido enlangace tal pigmalia.Vagarosa,perfumo-me do nosso bronze mais típico:canela e patchulli.Sou também artifício,meia marfim com sapatilhas cínicas,algodão sonso,bordado pro desfio.

Suspirar é a reflexão nos pulmões.Acizento o ambiente de conforto prosaico,enfumaço ma inquietude.Ponderar não é arte de moça saudável,mas dolentemente atino pra possibilidade de transmutação e apago a angústia que já é sutileza insurpotável:

- a l ô,a l ô,tá me escutando?
-Menina,menina distante,sua voz tá meio longe.Alô?
-(me mora sem brutalidade,sou quebrável ao mínimo siso afiado)hum.e agora,tá?
-(riso)agora,te ouço no osso.
-(não quero puir com sadismo...)sinto sua falta.quando te rencontro?
-Menina,eu demoro.

saudade bordô,eu a bordo da dor.

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