
Não era palído não era nem claro.Lilian não estava nem vestida.Estava nua na sacada morna daquele sábado.Ah!aquela mania de esvair-se me irritava!Acendi o cigarro,até a mente esfolia-se depois da felação.
O dia está nublado e meu céu está tão sólido.Tanto cour,tanta cor,romperia artéria?A casa cheira a canela e nicotina.Sufoco e ele está coberto.Desejo,desejo,violento.Como eu quero descobrir ele!na ação só sedimento.
Denovo aquele caminhar amendrontador,sedutor só dela.Vazio verde repleto de algo.Mas vazio.
Despi-la era tão fácil quanto desvendá-la.Só vulva,vólupia sem pele,pele sem flor.
Pétalas rocavam as curvas.Orvalhos banhavam a manhã sem sol.Leveza.
Seus cabelos ruivos acariciam minhas costas,beijos cor de maçãs.Logo eu que detesto frutas vermelhas.Gosto apenas do azedo do final.Da explosao suculenta e a paz que vem depois.
Agora ele vai embora.Ah!usá-lo mais um dia seria bom,quem sabe...mesmo que não abriga meu silencio nos abraços...
Vou embora,mulher sem sódio sem brigas,completa idota!
ele volta?...ah!dele eu só queria essa maneira plana e retília de olhar.
É,eu voltarei,ainda quero olhar com seus olhos vazios.
Quem sabe ela estivesse vestida...
Quem sabe o que é amor...




