quarta-feira, 22 de outubro de 2008



Não era palído não era nem claro.Lilian não estava nem vestida.Estava nua na sacada morna daquele sábado.Ah!aquela mania de esvair-se me irritava!Acendi o cigarro,até a mente esfolia-se depois da felação.

O dia está nublado e meu céu está tão sólido.Tanto cour,tanta cor,romperia artéria?A casa cheira a canela e nicotina.Sufoco e ele está coberto.Desejo,desejo,violento.Como eu quero descobrir ele!na ação só sedimento.

Denovo aquele caminhar amendrontador,sedutor só dela.Vazio verde repleto de algo.Mas vazio.

Despi-la era tão fácil quanto desvendá-la.Só vulva,vólupia sem pele,pele sem flor.

Pétalas rocavam as curvas.Orvalhos banhavam a manhã sem sol.Leveza.

Seus cabelos ruivos acariciam minhas costas,beijos cor de maçãs.Logo eu que detesto frutas vermelhas.Gosto apenas do azedo do final.Da explosao suculenta e a paz que vem depois.

Agora ele vai embora.Ah!usá-lo mais um dia seria bom,quem sabe...mesmo que não abriga meu silencio nos abraços...

Vou embora,mulher sem sódio sem brigas,completa idota!

ele volta?...ah!dele eu só queria essa maneira plana e retília de olhar.

É,eu voltarei,ainda quero olhar com seus olhos vazios.

Quem sabe ela estivesse vestida...

Quem sabe o que é amor...


segunda-feira, 20 de outubro de 2008


"o país dos contos de fadas se encontra na nossa alma"
Hans Dieckman
Arquétipo
destilo o mito
mudar de estilo
dá nisto

quarta-feira, 15 de outubro de 2008















E eu que
não sou frágil?
E eu que
não tenho pele clara
Eu que tenho pele suja
E jamais vou vestir sol,lua ou infinito
Eu que
não tenho rubro no rosto
Eu que
só tenho a delicadeza que beija
á superfície bruta
de desejo torto e corpo barroco
Não tenho direito a grito,poesia com motivo
Eu que sou medíocre e
só quis ser pequena

*
~



domingo, 12 de outubro de 2008



sapatilhas vermelhas
nas tuas panturrilhas
meu amor redondilhas


N.r*~

Quem não gosta de dança
de bolo,vermelho no rosto
e verso bobo?


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

sem faces


por debaixo das lentes
hávera a miopia lenta
que aperta tuas meninas
e meu peito descarado

por debaixo dos aros
arcos e fechas
disparam estrabicos
e poem diamantes nos olhos

por debaixo
mais ainda vale,arco-íris
cores,estrelas,liras,suores
vis brilhantes

por debaixo das sombrancelhas
pupila que disseca
dizem mais amor
que muitas bibliotecas

por debaixo dos óculos
o homem
por debaixo do homem

...


~*
pra não esquecer dos versos que eu fazia aos doze
pra não esquecer tudo deve ser livre
até o verso.

domingo, 5 de outubro de 2008


Y hurt your wing

And after you became sky

Now,you liquefy

Even so fly my butterfly

Gilt on anything


Medo de tocar na caneta
e dissolver-me.

É que todas as tintas
sorvem nuvens
e cilios

Acedem incendios

E incidem azuis

a dor é que
origames voam

E meu lirismo sempre se desfaz.

agora,desfazer-me
e esperar.